São Paulo, 1º de maio de 2004.
De: Alamar Régis Carvalho
Ao: Exmo. Sr. Luiz Inácio Lula da Silva
MD Presidente da República do Brasil
Cópia: Imprensa brasileira
Senhor Presidente:
Há muito tempo eu venho ensaiando redigir esta carta para Vossa Excelência, com cópia para os principais órgãos de imprensa do nosso país, mas sempre deixando para depois, a fim de acompanhar os noticiários de todos os dias, veiculados pelos jornais, revistas, rádios e televisões, na expectativa de ver algum jornalista inspirado a dirigir alguma reportagem naquelas que eu vejo como as principais causas do desemprego em nosso País, mas não vejo nunca aparecer uma linha de jornal voltada ao assunto, não vejo um Globo Repórter sobre o assunto, não vejo um comentário, sequer, da classe política, acerca do ponto sobre o qual quero me referir, e sim referências a uma retomada de um sonhado “crescimento” que, pelo que tudo indica, não vai acontecer tão cedo e, o que é pior, a insistente demagogia de alguns políticos, ou candidatos a políticos, absolutamente despreparados quanto ao bom senso, a lógica, a coerência, a razão, a responsabilidade e a consciência.
Mas permita-me, com todo respeito e consideração que Vossa Excelência merece, senhor Presidente, mudar o tratamento, já que não me sinto a vontade para dissertar dentro das formalidades, não consigo ter inspiração alguma para elaborar uma linha de pensamento confortável, haja vista que formalidade me cheira muito a demagogia, hipocrisia e falsidade, uma vez que os projetos mais calhordas e sujos, elaborados pelos maiores canalhas deste país, são feitos sempre dentro do formal, o que caracteriza o respeito aparente.
Prezado Lula:
Agora fico mais a vontade, escrevendo a você, sem frescura, dentro de um linguajar que pode ser entendido por qualquer brasileiro, dentro da mais pura sinceridade e fazendo uma abordagem talhada em uma lógica e uma realidade cristalina, desprovido de qualquer sentimento político, muito menos partidário.
Inicialmente quero deixar claro que não sou petista, mas também não pertenço a nenhum dos partidos que pelo exercício do que chamam de oposição, é contra o governo por ser contra, já que nunca adotei nem jamais adotaria qualquer rotulação partidária, haja vista não ter conseguido ver, em lugar nenhum do mundo, qualquer utilidade em partidos políticos.
Prefiro continuar votando em homens (no sentido homem ou mulher), que tenham alguma história de dignidade, independentemente do rótulo partidário que ele pertença.
Por que o problema do desemprego não é resolvido nunca, Lula? O desemprego existe somente no Brasil? Os considerados países de primeiro mundo, os ricos, não enfrentam, também, problemas de desemprego? Será que a solução se resume em decisões políticas e em simples atos de vontade do Presidente da República conforme querem os segmentos demagogos do país?
Antes de apresentar as razões, as quais vejo como principais, do desemprego particularmente no Brasil, quero sugerir que a nossa classe política, bem como a nossa imprensa, voltem os seus olhos a perceberem o cristalino avanço tecnológico que nos trouxe a automação comercial e industrial, a robótica e os grandes softwares que, queiram ou não, retiraram emprego de muita gente.
Será que os nossos políticos e a nossa imprensa não sabem que uma agência bancária que há 20 anos atrás necessitaria de sessenta funcionários na sua operação diária, hoje está operando com apenas dez?
Será que eles não sabem que milhares de funcionários de caixa deixaram de ser necessários, a partir do momento em que um correntista de banco pode, através da internet, fazer depósitos, transferências, pagamentos e qualquer operação bancária, inclusive saques e retiradas de talões de cheques, em caixas eletrônicos sem a participação de um elemento humano, sequer?
Não conseguem ver as máquinas dos estacionamentos dos shoppings liberarem os tikes e levantarem o pau obstáculo de entrada com um simples apertar de botão?
Não conseguem ver as pessoas comprarem refrigerantes, chocolates, sacos de batatas fritas e até livros com o simples colocar de moedas em uma máquina, sem usar a mão de obra de “trabalhador” nenhum?
A implantação da vigilância eletrônica dispensa o velho e conhecido vigia humano.
As máquinas colecionadoras, encadernadoras, montadoras e embaladoras de livros e revistas das gráficas, eliminaram oitenta por cento da mão de obra antes necessária para esta mesma finalidade.
Os exemplos são inúmeros, em todos os segmentos da produção, e fiquemos por aqui nos exemplos para não alongar esta exposição, que necessariamente já é longa.
Até aí creio que você, como qualquer outro brasileiro não míope, inclusive os demagogos de plantão, sabem que as minhas argumentações são procedentes e lógicas.
Mas acompanhemos a linha de raciocínio:
É evidente que o avanço tecnológico tira mesmo o emprego do homem, embora eu dissesse isto no início da década de oitenta, como professor de informática em Belém do Pará, e era criticado por outros profissionais da mesma área que, em ridículos tons de demagogia, desmentiam-me pela imprensa, sob a estúpida alegação de que os computadores não vieram para tirar emprego do homem e que, “muito pelo contrário”, só vieram para criar mais empregos. Está aí a realidade hoje. Nada melhor que o tempo para provar quem está certo.
Não podemos, por isso, entrar em desespero, principalmente ao depararmos com a realidade do desemprego também nos países ricos, onde se originam as tecnologias, porque ainda há muita coisa que pode ser feita pela mão-de-obra humana, desde que os homens de decisões dispam-se de qualquer postura demagógica, principalmente em nosso país, observando o que se segue:
Quem é que dá emprego, meu amigo Lula?
Não são as empresas?
Quem são as empresas que mais empregam em nosso País, são as grandes? São os bancos? São as telefônicas da vida?
Claro que não! Você, como homem que comeu o pão que o diabo amassou em toda a sua vida, sabe muito bem que o maior percentual de empregos é proporcionado pelas pequenas empresas.
Como são tratadas as pequenas empresas no Brasil, Lula?
O pequeno empresário brasileiro tem algum tipo de apoio, de amparo, de proteção, de garantia e de segurança para a sua sobrevivência?
Ele tem algum tipo de incentivo?
O BNDES
Você já viu essa porcaria desse BNDES aprovar algum projeto de incentivo ao pequeno empresário neste País? Quando, Lula?
Nunca, meu irmão!
O BNDES só tem dinheiro para socorrer as mega empresas, como a ELETROPAULO e outras do seu porte, da mesma forma como a SUDAM e a SUDENE nunca ajudaram a pequena empresa nenhuma, do Norte ou do Nordeste, respectivamente, a não ser àqueles empresários de mau caráter que submetiam-se à condição de pagarem dez por cento para o testa de ferro do deputado tal, mais cinco por cento para o Fulano, mais oito por cento para o Ciclano e mais quatro por cento para o Beltrano.
Eu digo isto por experiência própria, Lula, porque, como pequeno empresário durante vários anos residindo em Belém do Pará, pessoa muito conhecida naquela cidade, tive inúmeras ofertas de receber alguns milhões da SUDAM, repassadas pelo Banco da Amazônia, na condição “sine qua non” de deixar pelo menos 40% (quarenta por cento), sem exagero, nas mãos dos corruptos, e recusei todas as vezes.
Qual o inteligente, coerente e honesto empresário que aceita assinar um compromisso para pagar, anos depois, duzentos mil reais, fora as correções e os juros, para uma SUDAM se às suas mãos chegará somente cem mil?
Feche esse BNDES, meu amigo, que é o maior favor que você fará para a nossa Nação! Ele é inútil e incompetente. Entra presidente e sai presidente, continua sempre a mesma coisa. Não estou criticando o Lessa não, porque os vícios não são dele e nem do seu governo.
Tem mais coisa, Lula:
Que você, de preferência em parceria com as câmeras escondidas da Rede Globo ou de outra televisão, faça uma checagem de norte a sul deste país, e procure observar a arrogância como os fiscais das prefeituras, das secretarias da fazenda, da receita federal, do ministério do trabalho, da previdência etc. geralmente agem em relação ao pequeno empresário. Do mesmo jeito que é impossível um homem estar sem “pecado”, conforme verificou Jesus no episódio da mulher adúltera, é praticamente impossível uma empresa estar cem por cento perfeita e sem falha alguma, tamanha são as exigências, as diversidades de taxas tributárias e as mudanças de procedimentos neste país.
O empresário fica entre a cruz e a espada: Ou enfrenta um fiscal corrupto, daquele que só quer o seu, ou enfrenta um daqueles que se acha o supra sumo da moralidade inquisidora, resolvendo os problemas à base da guilhotina ou da fogueira.
Por exemplo: Não há um ano, sequer, que não haja mudanças nos procedimentos de declaração de imposto de renda. As empresas ficam na dependência dos seus contadores, mas, infelizmente, a maioria dos contadores preocupa-se apenas em cobrar os seus honorários todos os meses, não cumprindo com as suas obrigações profissionais de atendimento eficiente ao empresário, sempre deixando tudo para a última hora.
Muito fiscal tem prazer em multar, Lula, da mesma forma que Hitler tinha prazer em exterminar pessoas. Na cabeça deles, todo empresário é necessariamente rico, tem dinheiro sobrando, nunca enfrenta dificuldades e pode ser extorquido à vontade.
Sei muito bem que existem inúmeros empresários safados, sonegadores, mal intencionados, pilantras e safados de toda espécie, ninguém pode desconhecer isso, mas nem todos estão inseridos neste universo. Não é justo que o honesto pague pelos pilantras.
A indústria da multa que aqui se pratica é uma vergonha!!!
SERASA
Outra coisa, Lula:
Para que serve o SERASA, neste País? Qual a utilidade à produção que esta porcaria tem no Brasil? Será que as autoridades do Poder Judiciário ainda não perceberam que ela é inconstitucional, exercendo uma atividade, como empresa privada, que não lhe é de direito, já que só poderia ser praticada por uma empresa pública?
Que serviço de informação é esse, que só sabe denegrir a imagem do cidadão e não se dispõe nunca a fornecer as inúmeras informações positivas que certamente todas as pessoas possuem, por mais que apresentem registros negativos?
Sou testemunha ocular disso também, meu caro Presidente. Hoje não tenho qualquer restrição nela, mas já tive até restrições, inclusive indevidas, sofrendo por causa disso, sendo obrigado a recorrer ao Juizado de Pequenas Causas, contra ela, aqui em São Paulo (graças a Deus peguei uma Juíza competente e a coisa funcionou) que a obrigou a retirar um registro sem procedência. Por outro lado, em outra ocasião, eu mesmo tenho documento que comprova, devidamente protocolado, que fui ao Banco Itaú devolver um dinheiro que me fora dado a mais, em um saque eletrônico, por erro da máquina, e não consta registro nenhum no SERASA que eu tenha agido desta forma. Não quero fazer qualquer propaganda de auto conduta moral não, meu presidente, quero apenas ilustrar as argumentações que tenho contra essa pouca vergonha brasileira chamada SERASA. Só faz registros negativos, positivos não tem vez?
Onde estão os princípios elementares de Justiça em uma Nação que se propõe crescer?
SURGIMENTO DE NOVAS EMPRESAS
Veja só, Lula, se é possível, no Brasil, o surgimento de novas empresas.
Se alguém desejar iniciar algum negócio, aqui em São Paulo, por exemplo, precisando alugar algum imóvel, certamente não terá condição de começar nada.
O aluguel de qualquer imóvel está condicionado a duas alternativas: Ou a pessoa consegue um fiador, o que é um absurdo alguém afiançar coisas para os outros, ou recorrer à segunda hipótese que é o tal seguro fiança.
Partindo do princípio que as pessoas têm o direito de não querer pedir a ninguém para lhe dar fiança e, por outro lado, ninguém tem obrigação de afiançar nada para outros, inclusive parentes e “amigos”, resta a única alternativa que é o tal seguro.
Acontece que as “seguradoras”, que também estão com a deliberação de arbitrar o sagrado direito de morar, depois de exigirem uma verdadeira “via crucis” do desprotegido cidadão, acham-se no direito de negar seguro, mesmo quando a pessoa não tenha restrição alguma, tenha as melhores referências e comprove ter condição de pagar.
Ponha investigação nisso, Lula. Atenção Rede Globo! Prepare as câmeras do Fantástico, que dá tema até para um Globo Repórter.
Mas suponhamos que esse aspirante a empresário consiga ser ajudado por algum santo milagreiro ou que dê algum cifrãozinho “por fora” para alguém, para ter o seguro do aluguel aprovado.
Veja a interminável “via crucis”:
OS BANCOS
Vai precisar abrir uma conta bancária! Outra “via crucis”, sim!
Você tem idéia dos valores mínimos que os bancos exigem para abertura de conta de uma empresa?
Não bastasse isso, ainda tem que dar ao banco o que eles chamam de “reciprocidade”, ou seja, tem que fazer um montão de seguros, já que ao sentar na mesa do gerente, começam a aparecer uma porção de funcionários já apresentando propostas de seguro disso e seguro daquilo.
Se não fizer nada, não tem cheque especial. E empresário que carrega cheque comum, neste País, é considerado marginal, não compra nada porque ninguém recebe cheque aqui que não seja especial!
E tem outro detalhe: Conta bancária com menos de um ano no Brasil é sinônimo de que a pessoa, ou a empresa, deva ser tratada como bandida.
Eu peço a sua reflexão, Lula:
Como é que alguém vai conseguir abrir uma empresa dessa maneira?
O pobre coitado está lutando que nem um condenado para conseguir formar o básico para começar a empresa, só Deus sabe se dará certo ou não, e ainda tem que ter dinheiro para fazer aplicações e pagar seguros diversos para banco?
Como é que pode haver alguma esperança de resolver o problema do desemprego no Brasil desse jeito?
Os bancos brasileiros são tão cínicos, que utilizam o dinheiro dos clientes para especular, emprestando a juros altíssimos, sem dar a eles qualquer percentual em cima do elevado lucro que obtem às suas custas, e ainda se acham no direito de cobrarem, desses mesmos clientes, até a emissão de talão de cheques. Este é mesmo um país de muita gente idiota, presidente, mas não tem outra alternativa, porque até os bancos oficiais, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil etc., praticam as mesmas cachorradas e ninguém fala nada.
O Banco do Brasil, que há algumas décadas atrás, era considerado uma marca de honra em nosso País, proporcionando orgulho a qualquer família que tinha um membro como seu funcionário, hoje é um antro de safadeza, faz seguros de clientes seus, sem ser seguradora, recusa-se a honrar o compromisso na hora do sinistro, usa a sua força econômica nos Fóruns, quando o cliente recorre judicialmente, e não paga o que teria obrigação de pagar. Não paga e fica por isso mesmo.
No embalo, deixe eu lhe fazer uma perguntinha aqui, meu presidente, já que, conforme dizia um velho programa da televisão, perguntar não ofende:
É só uma perguntinha, senhor Presidente. Curiosidade de brasileiro que recusa-se a ser besta.
Estamos vendo aí a arrogância bancária vomitar, através da imprensa, que no primeiro trimestre de 2004 tiveram lucros de quase um bilhão de reais. Será que esses caras não têm o mínimo de vergonha na cara em divulgar uma coisa dessa? Será que não tem o mínimo de sensibilidade humana, sem falar em patriotismo, ao divulgarem o sangue que sugam da Nação?
A LEI DA USURA
Por que um pequeno empresário é punido com tanto rigor, quando autuado por algum fiscal, por faltas simples, porém os bancos e as administradoras de cartão de créditos, que transgridem frontalmente a Lei, em faltas gravíssimas, não são incomodados nunca? É bom considerarmos, senhor presidente, que a Lei da Usura não foi revogada neste País e continua sendo Lei.
Onde é que estão os senhores magistrados que se aborreceram tanto com o Presidente da República, no momento em que foram criticados?
Até quando os rigores das Leis serão aplicados apenas nos pequenos?
LEGISLAÇÃO TRABALHISTA
Qual o empresário que pode ter inspiração para auxiliar no problema do desemprego no País, com essa demagoga e irracional legislação trabalhista que aí está, Lula?
Só se ele for maluco, porque cada brasileiro que começar a pisar costumeiramente numa empresa brasileira hoje, representa para ela uma verdadeira bomba de efeito retardado. Basta dizer, na “justiça” do trabalho, que trabalhou lá, acompanhado por um advogado sem vergonha e testemunhas, mesmo arranjadas.
Empresário brasileiro hoje, principalmente os pequenos, só tem obrigações, obrigações e obrigações.
Funcionários, considerados todos como “trabalhadores”, quando na realidade nem todos são verdadeiramente TRABALHADORES, só têm direitos, direitos e direitos.
Que racionalidade existe numa legislação trabalhista de um país onde, se um funcionário tiver, por exemplo, um salário nominal de 500 reais, ele recebe pouco mais de 400 mas a empresa paga mais de 800? (sei que os percentuais não estão exatos, mas, como ilustração, dá muito bem para entender a minha linha de raciocínio).
E o pior de tudo, meu irmão:
Não existe, na legislação brasileira, nenhum diferencial para o verdadeiro Trabalhador brasileiro, o Trabalhador honesto, íntegro, produtivo, decente, correto, dedicado e sério. Aquele que, de fato, mereceria mesmo ter direitos especiais.
Todo pilantra, safado, sem vergonha e ladrão de empresa é considerado, pela nossa legislação, como trabalhador, quando na realidade nada quer com Trabalho e só se interessa por ter um emprego. Estou exagerando, Lula?
O número de roubos em empresas no Brasil é assustador.
Deixe eu lhe dar somente um exemplozinho, que também pode ser checado pelo seu governo e pelas câmeras escondidas da Rede Globo:
Experimente tomar um taxi em São Paulo e peça nota, para você ver uma coisa:
Em cada cem taxis, em noventa e nove o motorista vai perguntar se você quer a nota no valor exato ou quer com VALOR A MAIS!
Por que isso, meu presidente? Porque sabem que é cultural em nosso país roubar a empresa.
Isto não é só nos taxis não, é nos restaurantes, lanchonetes e etc...
Depois vão para a “justiça” do Trabalho, uma esfera judicial estúpida, onde trabalham juízes muitas vezes bem intencionados legislando sob um código ridículo.
Por que digo isso?
Porque a legislação, bem como os senhores magistrados, não têm competência para discernir entre um verdadeiro Trabalhador e um pilantra que faz indústria das leis trabalhistas.
Se um reclamante falta a uma audiência, não tem problema algum para ele, que pode voltar a reclamar quantas vezes quiser e a “justiça” estará sempre à sua disposição. Mas se o reclamado, no caso o empresário, faltar, mesmo por motivo de força maior, ou chegar atrasado, um minuto que seja, será inapelavelmente condenado a pagar integralmente tudo o que é reclamado, mesmo quando advogados pilantras e canalhas, aumentam estrategicamente os valores reclamados, arbitrariamente, inventando horas extras que nunca foram feitas e outras parcelas, apenas para, em caso de acordo, conseguirem valores o maior possível, o que vem aumentar, por conseqüência os seus honorários, que é só o que lhes interessa.
Salvos os advogados íntegros e coerentes com a ética recomendada pela OAB, a maioria entra nas ações carregada de sentimento de ódio e muita raiva, contra a empresa, naquele mesmo formato como agem os pistoleiros, ou matadores de aluguel, que antes de abater a vítima, necessitam criar um clima de ódio contra ela.
Uma “justiça” cujos magistrados não têm competência de discernir entre o “não poder pagar” e o “não querer pagar”, não é digna de ser chamada de Justiça.
E ainda tem a crueldade das penhoras e a indústria dos leilões que alguém precisa denunciar neste País! Mesmo conscientes de que, legalmente, determinados produtos básicos para a sobrevivência não podem ser penhorados, oficiais de “justiça” penhoram e até removem bens indispensáveis para a pessoa ou a sua pequena empresa, a fim de dificultar mais a sua vida, obrigando-os a contratar advogados para recursos, muitas vezes obrigados, também, a depositarem valores que não dispõem.
Os leilões judiciais tem cartas marcadas, Lula! Existem muitos elementos (também empresários) profissionais de leilões, que fazem acertos com os leiloeiros, das diversas “justiças”, para arrematarem bens em valores irrisórios, dez vezes menores do que realmente valem. É um assalto oficializado ao patrimônio alheio.
Depois o advogado do “honestíssimo” trabalhador brasileiro, aquele mesmo que roubou a empresa, entra com pedido de mais penhora, sob a alegação de que o valor apurado foi insuficiente para pagar ao seu privilegiado “cliente”. E haja dilapidar o patrimônio dos outros, impiedosamente, até levar a pessoa ao suicídio, como acontece demais no Brasil e a imprensa não divulga nunca.
Ainda tem o abuso da condição de magistrado, por parte de alguns juízes, que por qualquer coisinha ameaça mandar prender o empresário ou a sua testemunha, num verdadeiro processo de intimidação.
É assim, no Brasil, Lula!
Como você pode querer gerar empregos num estado de coisas dessas?
Quem vai dar emprego para o povo, diante de uma realidade como essa, meu presidente?
O pequeno empresário tem que dar conta de água na torneira, sem que ninguém lhe garanta abastecimento na caixa d’água.
É isto mesmo!
A Matemática e a Física demonstram que isso é impossível, mas a demagogia política e sindical, em explícito analfabetismo na área, querem exigir o contrário.
Os cobradores de impostos querem que ele pague, de qualquer maneira, tenha ou não tenha sido bem sucedido o seu negócio naquele mês, naquele semestre ou naquele ano, sob pena de multas pesadíssimas.
As prefeituras querem dinheiro de qualquer jeito, não se importando com a instabilidade do comércio, da indústria, das prestações de serviços e das vendas de um modo geral.
Sazonalidade é uma palavra que não existe no vocabulário das instituições públicas em relação aos pequenos empresários.
Se algum empresário brasileiro, que lida com produtos perecíveis, enfrenta um problema de perda dos seus produtos, ninguém está nem aí para ele, Lula. Que se dane! Tem que pagar todos os encargos trabalhistas, todos os alvarás, todos os impostos, como se nada tivesse acontecido!
Nos finais de anos, de fato as lojas de presentes, eletrodomésticos etc. vendem mais e, é óbvio, que têm maiores lucros, chegando a vender em dezembro até mais que o dobro de um mês comum, o que justificaria o pagamento de um salário extra ao seu funcionário. Entretanto, todas as empresas são obrigadas a pagar um salário a mais, inclusive aquelas que não têm nenhuma venda especial em dezembro, muito pelo contrário, tem redução em seu faturamento.
Você sabe disso!
E a classe política ainda quer aumentar mais os impostos?????? Ainda quer sugar mais do empresário?
Quem é que vai dar emprego no Brasil, Lula?
Quem é que vai ajudar você a realizar o seu sonho de campanha, de gerar oito milhões de empregos?
Onde?
Que inteligência política é essa que toda vez que falta caixa no governo, a única alternativa encontrada pela classe é aumentar a tributação, geralmente tendo como alvo os pequenos empresários?
LIDERANÇAS DE TRABALHADORES
É importante conscientizar aos profissionais do sindicalismo que empresário não é milagreiro, que o empresário brasileiro não tem em suas instalações uma filial da casa da moeda para imprimir cédulas de reais a vontade, que ele também é humano, tem família, se alimenta, tem gastos e, pelo fato de ter um contrato social de uma empresa registrada em seu nome, não quer dizer que nunca lhe faltem recursos financeiros.
Não seria interessante que antes de se submeterem aos palanques para vomitarem demagogias, se dispusessem a estudar Física para aprenderem que a torneira do exemplo anterior só garante o fornecimento de água se a caixa dágua tiver, também, garantia de abastecimento do mesmo produto?
É interessante e inteligente que os profissionais do sindicalismo saibam que, embora existam empresários bandidos, como de fato existem, de um tipo capaz até de explorar o trabalhador adotando regimes de escravidão, nem todos são assim, a maioria não é assim, e não se pode generalizar da forma como eles generalizam.
Lula, por causa do seu sucesso como metalúrgico e sindicalista que chegou ao cargo maior desta Nação, descobriram que ser sindicalista é um bom negócio, que faz muita gente virar vereador, deputado e senador. Não estão querendo levar em conta a luta que você teve, as prisões que você foi sumetido e o que você sofreu para chegar onde chegou.
O segmento mais idiota da população brasileira adora um candidatozinho que diga que ele é vítima, porque é um discurso muito simplório esse de dizer que o povo é coitadinho, que não tem responsabilidade nenhuma sobre as burrices que comete no dia-a-dia e que a culpa é sempre e somente dos governantes.
RETALIAÇÕES AOS QUE SE ATREVEM A RECLAMAR
Talvez você questione: Por que não temos mais empresários reclamando neste tom?
Por medo, Lula!
Se algum pequeno empresário se atrever a manifestar-se em jornal, rádio ou televisão da sua cidade, contra o poder público, no dia seguinte a sua porta começa a receber visitas de fiscais de tudo quanto é tipo, que ele se arrepende até do dia em que nasceu.
Mas isto só acontece em relação aos pequenos empresários, porque empresas do porte de uma Telefônica, Telemar, Basil Telecom, Bradesco, Banco do Brasil, Real... companhias de energia elétrica e qualquer mega empresa ninguém incomoda.
Que tal mandar dar uma olhadinha nos chamados “impulsos excedentes” cobrados nas contas telefônicas deste país?
NÃO SOU CONTRA O TRABALHADOR BRASILEIRO, SOU CONTRA O VAGABUNDO.
Não estou aqui fazendo discurso contra o verdadeiro TRABALHADOR brasileiro, acho que deixei isto muito claro. Sou contra aquele vagabundo, safado, preguiçoso e ladrão sem vergonha que é paternalmente protegido pelos sindicatos e pela “justiça” do Trabalho. É isto que está acabando com as empresas deste País.
Muito pelo contrário, defendo todos os direitos para o AUTÊNTICO TRABALHADOR BRASILEIRO, para o produtivo, o honesto, íntegro, decente, correto e dedicado. Os sindicatos, a CLT e, principalmente, os senhores juízes do Trabalho têm que recorrerem à tecnologia e a inteligência para saberem discernir em cima disso. Um canalha, acostumado a roubar empresas e costumeiro a utilizar-se de advogados pilantras para extorquir empresas na “justiça” do Trabalho têm que ser identificado.
Passe um recado aos sindicalistas que protegem as empregadas domésticas, enfocando apenas direitos, direitos e direitos que nem todas elas são santas, e que também existem muitas, mas muitas mesmo, que roubam as casas das pessoas, que levam bens dos seus patrões para casa, que roubam mantimentos, roupas e o que for possível.
O juiz do trabalho precisa ser honesto consigo mesmo e dizer para muito pilantra, reclamante, neste País: “Você teria direito, sim, se fosse honesto, mas, já que é ladrão, vai para a cadeia”. A realidade do emprego no Brasil seria outra, Lula!!!!!!
Os honestos precisam também ser identificados, porque, com certeza, muita empresa gostaria de ter gente boa no seu quadro.
CONCLUSÃO
Seja firme contra a demagogia! Seja firme contra aqueles espertalhões que querem dar uma de bonzinhos junto ao maior número dessa coisa chamada povo, porque eles sabem que eleição se ganha pelo quantitativo apenas.
Sabem também que a maioria do povo se deixa enganar pela aparência.
Repense as razões do desemprego. Investigue, com coragem e friamente, as causas denunciadas aqui e veja se esta brasileiro tem ou não tem razão.
Um abração.
Peço desculpas à Vossa Excelência, pelo uso de alguma palavra que possa ser interpretada como desrespeitosa, todavia saiba, senhor Presidente, que o objetivo é apenas colaborar com o Governo, não com bajulações e elogios baratos, e sim com sinceridade e base no que digo.
Respeitosamente.
Alamar Régis Carvalho
ANALISTA DE SISTEMAS