DEPUTADO VIRTUAL
Argumentação e fator gerador da necessidade.
Hoje vivemos um modismo irresponsável e inconseqüente em cima de alguma coisa que resolveram chamar de “os meus direitos”.
1) Se uma mulher achar que um determinado homem está olhando para ela, ofender-se e resolver dar queixa a alguma autoridade, sob a alegação de que está sofrendo “assédio sexual”, certamente terá uma grande possibilidade de encontrar eco na sua atitude desequilibrada e com certeza promoverá alguma complicação ao acusado que, em alguns casos, poderá até ir para a cadeia. Ela se acha “no seu direito” de defender a sua integridade moral.
2) Existem espertalhões que vivem procurando
motivos nas novelas e nas programações da Globo, (por exemplo) para
encontrarem alguma coisa que possa considerar como algum “direito” seu, a
fim de entrarem na “justiça” e extorquir dinheiro dela.
Se algum elemento se achar dono de uma frase citada em uma
determinada música da novela, ou de algum cantor famoso, que faz sucesso,
ele entra na “justiça”, através de advogados, e tentar fazer crer ao juiz,
(e muitos aceitam) que todo o sucesso da Globo, que sempre fez sucesso, ou
do artista famoso, que sempre fez sucesso, é por conta daquela frase ou
mesmo compassos de música que julga ser de sua autoria. Extorque quanto
quer e encontra eco em muitos que, incomodados com o sucesso da Globo ou
do artista, aproveitam-se para tirar uma “casquinha”.
3) Se a televisão está presente em algum lugar, existem espertalhões que fazem esforços para se mostrarem frente às câmeras, para depois exigirem “direitos” de imagem. E há quem ganhe.
4) Existem espertalhões que vivem a procura de marcas famosas, que por algum lapso não foram registradas ou que por esquecimento não foram confirmadas o registro depois de um certo tempo, para registrarem em seus nomes, apenas com objetivos de extorsão.
Vivemos uma época de muitos espertalhões, muitos aproveitadores, na era das indústrias das multas e dos direitos injustos.
O PROJETO DE LEI QUE PROPÕE O DEPUTADO VIRTUAL
Que seja criado um projeto de Lei que discipline a questão dos direitos autorais no Brasil.
1) Se está comprovado que uma determinada empresa utiliza uma marca, um nome, um logotipo, uma idéia ou um gingle, durante muito tempo, sendo conhecida numa cidade, num estado, numa comunidade ou até no país inteiro, não terá efeito a ação de nenhum espertalhão que queira registrar aquela marca, aquele nome, aquele logotipo, aquela idéia ou aquele gingle em seu nome, porque está caracterizado que o objetivo é de extorsão, é de desonestidade e mau caratismo.
2) Não terá sentido a ação de nenhum espertalhão contra, por exemplo, o cantor Roberto Carlos, por alegar que o sucesso do disco do conhecido cantor só aconteceu por causa de “uma frase”, “um acorde” ou uma meia dúzia de “acordes” que determinada pessoa possa achar que lhe pertence.
OBSERVAÇÃO
Qualquer juiz brasileiro, bem como a
Justiça como um todo, deve ter a inteligência, a competência e o bom senso
de saber que o Roberto Carlos, o artista do exemplo que citamos,
comprovadamente é compositor, comprovadamente faz sucesso em todos os discos
que lança, por mais de 30 anos, possui público cativo no país inteiro e até
no exterior, e não precisaria se aproveitar de frases ou acordes de ninguém
para ser quem ele é. Cito o Roberto Carlos, apenas como ilustração, mas o
exemplo vale para vários outros artistas, com Caetano Veloso, Chico Buarque,
Gilberto Gil, Zezé de Camargo etc.
É preciso que a nossa Justiça tenha competência,
inteligência, critério, ética e bom senso para captar os interesses
extorsivos de determinados bandidos, aproveitadores de situações.
Para comentários e apreciação do público.
Alamar Régis Carvalho – Analista de Sistemas
alamar@redevisao.com
Visite o nosso site:
www.redevisao.net
Eu já passei esta idéia de projeto para um Deputado
Federal conhecido meu.
Se você concorda com a minha idéia e argumentação, eu sugiro que você também dê
conhecimento ao deputado, conhecido seu, exigindo dele que apóie aquele seu
colega que resolver lançar o projeto no Congresso, independentemente de
rotulação partidária, fiscalize, cobre, fique de olho, retransmita a idéia para
outras pessoas, e engrossemos as fileiras daqueles que estão dispostos a dizer
ao Congresso Nacional que nem todo mundo é idiota neste país.