DEPUTADO VIRTUAL
Argumentação e fator gerador da necessidade.
Veja só, gente, que privilégio fantástico
tem algumas pessoas neste País
Antes de surgir a ANATEL, as concessões de rádio e televisão
eram dadas GRATUITAMENTE, pelo Governo Federal para algumas pessoas.
Quem eram essas pessoas? Praticantes de grandes obras de
educação, solidariedade, benefício público, utilidade pública, interesses
humanitários ou algum ato de bondade e benevolência? Seriam realizadores de
alguma coisa como os motivos que justificam o prêmio Nobel?
Não, nada disto. Os canais eram concedidos a pessoas por
interesses políticos partidários. Não era relevante se a pessoa era
corrupta, mau caráter, canalha, envolvida com as mais altas sujeiras no País.
Existem milhares de concessões gratuitas de rádio e televisão
no País.
É bom que todos saibam que um canal de rádio ou televisão
é um bem público e não um patrimônio pessoal de alguém.
E daí, Alamar?
O que acontece é que muitos desses privilegiados ficaram e
continuam a ficar milionários, à custa desse patrimônio público!
Prepare para um susto:
Uma concessão de televisão ou de rádio, que foi recebida
DE GRAÇA do Governo Federal, é vendida pelo seu “dono” até por mais de
DEZ MILHÕES DE DÓLARES!!! É isto mesmo que você está lendo. A coisa é cotada
em dólar.
Você tem idéia do que significa dez milhões de dólares, para
alguém, sem sacrifício algum? Pode fazer as contas, que você vai ver quanto vai
dar em reais.
Alguns, ganham o canal, de graça, repito, não tem nada
a ver com rádio ou televisão, não sabem fazer rádio nem televisão, não tendo
portanto qualquer afinidade com o assunto, e simplesmente arrendam por 200
ou 300 mil reais por mês, e passam a vida inteira no “bem bom”, com
esse benefício vitalício. Especulação clara e evidente.
É isto mesmo que acontece no Brasil. Se duvidar, tente
comprar uma concessão de rádio ou TV de alguém que tenha. Existem revistas
especializadas neste assunto, que mostram as transações que existem no país.
Hoje o Governo não dá mais de graça. Existe uma espécie de
leilão, cujos valores giram sempre na casa dos milhões, acessível apenas a
pessoas ricas, ou melhor, muito ricas.
Eu estou precisando de uma concessão de TV, não para fazer
especulação com a televisão, mas para levar ao ar uma opção de programação que
atenda ao anseio de alguns milhões de brasileiros, e não posso porque eu não sou
rico, não me envolvo com tráfico de drogas, não tenho padrinhos políticos, e não
faço jogadas. A lei brasileira determina que só gente rica com muito dinheiro
pode ter uma concessão, mesmo que não tenha nada a ver com rádio, com tv, com
comunicação e com sensibilidade artística.
O PROJETO DE LEI QUE PROPÕE O DEPUTADO VIRTUAL
Se algum detentor de canal de rádio ou
televisão não desejar mais continuar na atividade, deverá DEVOLVER a
concessão ao Governo Federal, para que ela seja dada a outra pessoa. Poderá
vender, sim, os equipamentos e as obras civis (prédios, estúdios, etc) que,
provavelmente foram compradas com dinheiro dele (em muitos casos foram
comprados com dinheiro do BNDES, que só dá dinheiro para quem não precisa, da
SUDAM ou da SUDENE), mas a concessão não.
Qualquer identificação de arrendamento de canal de rádio ou
televisão, deve implicar na retomada imediata da concessão, por parte do
Ministério das Comunicações
Não tem sentido que alguns brasileiros se matem para pagar impostos, cada vez mais altos, e uma meia dúzia de privilegiados continuam a se beneficiar do patrimônio público, a ponto de se enriquecerem e se tornarem milionários.
Para comentários e apreciação de todos.
Alamar Régis Carvalho – ANALISTA DE SISTEMAS
alamar@redevisao.com
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