DEPUTADO VIRTUAL
Argumentação e fator gerador da necessidade.
É terrível você ter que pagar alguma
coisa, que lhe arbitrem a pagar, sem poder ter a certeza se aquele valor é
devido mesmo. Os pulsos telefônicos, por exemplo.
Você já ouviu falar naqueles casos de elementos de bancos que
retiram centavos da conta de cada cliente e na soma terminam roubando valores
altos? O cliente não reclama nunca, porque na verdade ninguém faz tanta questão
de centavos, acha que não vale a pena perder tempo em reclamar, para evitar
aborrecimentos. E nessa onda muita gente anda levando vantagens.
O pulso telefônico, creio, é um desses centavos que retiram
da gente sem que tenhamos controle.
A experiência que fiz: Residindo em Salvador, Bahia, eu
possuía três linhas telefônicas em casa, uma para fax e outras duas para
recebimento de ligações, uma vez que eu sempre recebi muitas ligações, por causa
do meu programa de TV, e teria que separar uma linha para ligações da família e
outra para o programa.
Mas as minhas filhas, adolescentes, utilizavam as duas linhas
indistintamente para aquelas conversas demoradas que os adolescentes costumam
fazer, gerando de fato os pulsos excedentes, eu não tinha a menor dúvida.
Só que eu resolvi fazer um teste: Troquei a linha que fazia e
recebia as ligações da família pela linha do fax, que nunca fazia ligação para
ninguém, só recebia faxes. A linha que ligava muito passou a ser fax, ou seja,
de uma hora para outra, passou a não fazer mais ligação nenhuma.
Vejam o que aconteceu: Durante quatro meses ficamos sem
utilizar aquela linha, que passara a ser do fax, sem fazer ligação nenhuma,
apenas recebendo. Obviamente não teria que ter nas contas, nenhum pulso
excedente a ser cobrado.
Pois aconteceu o contrário: Nunca deixaram de cobrar! Sempre
vinham nas contas uns valores aproximados àquilo que em média eram cobrados nos
meses anteriores. Eles chutam valores, já que ninguém reclama e não tem
como comprovar.
Essas cobranças podem ser feitas, automaticamente, por
programa de computador, levando em consideração o “não se preocupe, ninguém
reclama”.
As companhias telefônicas não disponibilizam porque não
querem as informações sobre o tempo que cada pessoa passou em cada ligação
telefônica local, naquele formato como fazem referente às contas de ligações
interurbanas, onde você pode conferir.
Só para você ter uma idéia: Um disco de computador de 120
Gigabytes custa hoje na faixa de 500 reais, apenas. 120 Gigabytes representa uma
capacidade de armazenamento de mais de 120 bilhões de letras, aumentando muito
mais essa capacidade se o armazenamento for de caracteres numéricos, que é o
caso desse controle. Dá folgadamente para guardar todas as informações de cada
ligação feita nos últimos seis meses, em todo o país.
Por mais que precisassem utilizar dez discos destes, se fosse
o caso, o valor de 5 mil reais ainda representaria centavos para as telefônicas.
Não fazem porque não querem.
Poderiam argumentar que o problema maior não seria este, e
sim o tamanho que ficaria cada conta, necessitando de mais papel, mais custo de
correios, obviamente o que aconteceria de fato.
Então propomos um projeto de lei abaixo.
O PROJETO DE LEI QUE PROPÕE O DEPUTADO VIRTUAL
As companhias telefônicas ficam obrigadas a disponibilizarem, através da Internet, detalhes das ligações de todos os clientes, por período de no mínimo os três últimos meses, constando DATA, INÍCIO E TÉRMINO de cada ligação.
Por mais que todas as pessoas não tenham computador e Internet em suas casas, a informação estaria disponibilizada e acessível por elas, em casa de parentes, amigos ou nos inúmeros pontos de Internet pública que já existem em todo o país, pagando apenas 50 centavos, ou menos, por alguém que tivesse dúvidas.
Para comentários e apreciação de todos.
Alamar Régis Carvalho – ANALISTA DE SISTEMAS
alamar@redevisao.com
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