EXPERIÊNCIA NA TV LIBERAL, COMO HOMEM DE INFORMÁTICA
![]() |
"No princípio deste relato, quero agradecer, de coração, àquele que reconheço ser um dos maiores exemplos de eficiência, honra, dinâmica, organização, honestidade e dignidade entre os homens da televisão brasileira. O diretor geral da TV Liberal, de Belém do Pará: Fernando Nascimento Araújo." |
A TV Liberal, canal 7, é a emissora afiliada da Rede Globo, em Belém do Pará, pertencente ao Grupo Liberal, que hoje tem o nome de Sistema Rômulo Maiorana de Comunicações.
Afiliada Globo? É
importante explicar isso.
Antes, conforme foi relatado no tópico que fala da experiência
do Alamar como diretor de televisão, a afiliada da Rede Globo em Belém era a TV Guajará,
de propriedade da Dona Conceição Lobato de Castro. Ocorre que a TV Guajará,
canal 4, perdeu a concessão da Globo para a TV Liberal que foi fundada com equipamentos modernos e bem mais eficientes que a antiga emissora.
Alamar teve uma participação na TV Liberal, não na área de televisão em si, em sim na área da Informática.
Assim que ela foi fundada, em 1976, ele sonhava em trabalhar nela. Muito jovem ainda ele era diretor da TV Guajará, anterior afiliada da Globo, conforme foi dito, e acompanhava a sua construção, certo de que ela seria a nova dona da programação global no Pará. Ficou muito frustrado por não ter sido convidado para trabalhar nela, principalmente sabendo que o Linomar Bahia, com quem ele conversava muito sobre televisão antes, não havia lhe dado aquela alegria. Para Alamar televisão era tudo. A quantidade de "gás" que ele tinha para empregar na nova TV Liberal era um negócio impressionante. Ele estava transbordando em termos de criatividade para aplicar ali. Mas não foi convidado. Foi uma frustração muito grande na sua vida. Inclusive pensou, diversas vezes, em pegar o telefone e ligar diretamente para o Walter Clark, na Globo, o que certamente proporcionaria um telefonema do mesmo ao Rômulo Maiorana, dono da TV Liberal, mas achava que, se fizesse isto, estava expondo-se demais ao ridículo e caracterizando uma sua incompetência em ter que precisar de "pistolão" para chegar àquela emissora. Ficou com a frustração mas não usou do artifício.
Mas, mais tarde ele teve oportunidade de fazer alguma coisa por ela.
Teve muitas dificuldades no início do relacionamento, mas depois de realizar algumas coisas
entrosou-se bem e hoje tem nessa televisão uma verdadeira manifestação de amizade.
Relatemos aqui algumas das suas experiências nessa televisão.
1985 - Eleição para Prefeito de Belém.
Em 1985, foi procurado pelo então Diretor Geral da TV Liberal, (Rede Globo), Walter Guimarães e pelo seu Diretor Técnico, Engenheiro Dênis Brandão, para processar os dados das eleições para prefeito de Belém, apresentando resultados dinâmicos, em flashs jornalísticos, ao vivo, na TV.
Era um grande desafio.
Alamar não tinha segurança nem certeza se poderia fazer um trabalho daquele. Estava iniciando ainda como programador.
Convidou o Redili (Analista, Reginaldo Dias de Lima, seu grande amigo) para desenvolver o sistema, na linguagem COBOL, operando com três micros computadores CP-500 da prológica. Incrível, mas é verdade.
O Redili fez o sistema, eles testaram e estava tudo funcionando direitinho.
Alamar foi para a TV operá-lo, determinado a dar certo, de qualquer
maneira. Foi o primeiro sucesso!
Tudo funcionou no prédio do TRE do Pará, numa sala cedida para a televisão. O programa "Bom dia Pará", era apresentado, ao vivo, a partir daquela sala.
Teve um fato interessante a registrar: No primeiro dia, o Sr. Linomar Bahia, apresentador do programa e um dos diretores do Jornal "O Liberal", havia convidado o Desembargador Presidente do TRE para ser o entrevistado mas o homem não compareceu. Já que o programa era ao vivo e não poderia ficar um buraco, o Bahia convidou o Alamar para falar sobre o sistema de computação que seria utilizado na eleição e ele foi o entrevistado.
O Sr. Rômulo Maiorana, o grande e dinâmico dono do complexo de comunicação no Pará, vendo aquilo, deu uma senhora esculhambação no Linomar por telefone, depois, por ter colocado no ar uma pessoa sem a menor expressão política na terra, sem ser um grande empresário. Enfim, o tal de Alamar Régis, um nome que não constava nem nas colunas sociais do Isaac Soares. Quando o Bahia explicou que era uma substituição, porque o desembargador convidado não havia comparecido, o homem acalmou mais. Todo mundo tinha medo do Rômulo Maiorana no Pará, porque ele de fato era poderoso demais. Mas não essa daqueles poderosos ruins não. O velho Rômulo era um homem bom.
Enquanto o TRE, através do SERPRO, levou 15 dias para dar o resultado oficial, Alamar deu em menos de 48 horas, o que foi surpreendente. O Dr. Fernando Coutinho Jorge, um homem muito digno, também espírita, foi proclamado prefeito de Belém, pelo seu sistema, ou melhor, sistema desenvolvido pelo Redili, sob a sua responsabilidade e operação.
Alamar ficou com tanto medo do senhor Rômulo, pela esculhambação que ele deu no Linomar Bahia, por ter
lhe entrevistado, que não teve nem coragem de cobrar pelo serviço que, apesar de ter sido realizado pela TV Liberal, deveria ser cobrado no prédio do Jornal O LIBERAL, onde
ficava a tesouraria do Grupo e onde ficava também o velho Rômulo. Terminou
ficando com um tremendo prejuízo, porque teve que pagar às demais pessoas que trabalharam
com ele. A única coisa que ganhou, de fato, foram os almoços e os jantares que a TV Liberal acertou, em permuta, com a Churrascaria "Na Brasa".
Mas o sucesso lhe foi tão grande, que valeu muito mais do
que qualquer cifrão que porventura tivesse recebido.
1986 - Eleição da Constituinte
Foi convidado novamente pela TV Liberal, indicado pelo seu amigo Dr. Dênis Brandão, ao novo diretor da TV Liberal, Dr. Fernando Nascimento, homem que ele não conhecia bem na época mas que, bem mais tarde veio a perceber tratar-se de um mar de competência e dignidade também.
Um desafio incomparavelmente maior: A eleição era para Governador, Senador, Deputador Federal e Estadual. Era a chamada eleição da constituinte e envolvia todo o Estado.
A TV Liberal havia montado uma estrutura gigantesca com pessoas trabalhando no Pará inteiro, Estado de gigantescas dimensões geográficas, com gente colhendo dados, nas aberturas de urnas em todos os municípios. A Rede Globo exigia isso e seria um desafio enorme. Teria que funcionar, de qualquer jeito.
Ao Alamar estava confiada a grande tarefa.
Ele já tinha um certo domínio de programação e talvez até poderia desenvolver o sistema, mas um outro profissional da informática da região, vendedor de computadores, cuja empresa ficava muito próxima à sua, profissional esse que ele tinha uma certa admiração, pela sua garra na venda de computadores, muito bem sucedido comercialmente onde passava, numa verdadeira demonstração de que não acreditava em hipótese alguma na sua capacidade, acabou convencendo-lhe de que ele não teria condição nenhuma de desenvolver um sistema para tal empreitada.
Alamar havia convidado esse cidadão para trabalhar em parceria com ele, naquela empreitada na TV Liberal. O CEPD, sua empresa, cederia o pessoal para operar e tratava do sistema em si e esse cidadão emprestaria computadores e assistência técnica, já que a sua empresa era a mais qualificada para tal.
Ou seja, Alamar com o software e ele com o hardware.
O cidadão indicou-lhe, para desenvolver o sistema, um Analista de Sistemas, tido como os dos medalhões do Pará na área. Profissional, caríssimo! E o Alamar terminou cedendo, acreditando demais na capacidade dele julgar esse tipo de coisa.
E a TV Liberal lhe pediu um orçamento para realização desse serviço. Na verdade ele não tinha a menor idéia do que poderia acontecer, não poderia estipular prazos, preços e nada. A única idéia que tinha era da última eleição para prefeito, que pode fazer em 48 horas. Mas teve que fazer esse orçamento.
Deu um documento, por escrito, dizendo que faria o serviço em 8 dias, trabalhando das 7 da manhã às 10 da noite, com 8 pessoas em cada turno. E para isso estabeleceu um preço, assinando tudo o preto no branco, como se diz.
Começa toda a operação. Em primeiro lugar, o sistema desenvolvido pelo "expert" em informática, indicado pelo parceiro como sendo perfeito, não funcionou. Alamar teve que dar uma desculpa para a TV Liberal alegando que a culpa por um atraso inicial foi de um curto circuito que de fato aconteceu nas instalações elétricas do ambiente (uma sala da própria TV), que apagou alguns dados já digitados. Teve que recorrer ao Jorge Cadah, (ex aluno da sua escola) que na época já fazia alguns programas em DBASE III, e que terminou desenvolvendo alguma coisa em cima da hora, o que salvou o processo.
E tudo terminou funcionando muito bem.
Foi a eleição mais complexa no Estado do Pará. Terminaram tudo em 15 dias, um bom tempo além do previsto. Nem o SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados) tinha condições de processar os dados. Quando a TV Liberal apresentava, por exemplo, 50 por cento dos votos apurados em seu jornalismo, o SERPRO ainda estava em 10%. Foi mesmo um show.
Ao final, Alamar revela aqui alguma coisa que vinha mantendo em segredo durante anos:
"Fui convidado a visitar o SERPRO e passei os meus dados para eles que estavam totalmente perdidos no Pará, por vários problemas ocorridos em diversos municípios. Moral da história: Aquela eleição foi decidida em cima dos meus dados. Se, por acaso, a TV Liberal tivesse proposto alguma safadeza, e eu tivesse aceitado, claro, teria sido uma eleição fraudada."
O volume de serviços foi tão grande que Alamar terminou tendo outro prejuízo. Teve que pagar para o dobro de pessoas, que foram necessárias para a operação, tendo que passar a madrugada inteira na TVá, sem lanche e sem coisa nenhuma para o seu pessoal, porque o combinado por escrito seria somente até as 10 da noite e ele teria que obedecer o que havia estabelecido por escrito.
Quando tudo terminou, ao tentar argumentar no jornal O LIBERAL que ele havia tido mais despesas, não houve jeito. A pessoa funcionária da tesouraria, infelizmente, não teria sensibilidade para entender uma realidade daquela. Só lhe pagaram mesmo o que fora acertado no papel.
Calou-se por forças das circunstâncias.
Mas, justiça seja feita, com relação a integridade da eleição. Apesar de o Grupo Liberal ter sido acusado pelo pessoal de oposição, aqueles que perdem eleições e sempre culpam alguém pelas suas derrotas, com tendo manipulado as eleições, Alamar diz que, em momento algum, recebeu qualquer orientação da diretoria da TV ou do Grupo, para realizar qualquer fraude, em benefício de quem quer que seja: "O grupo Liberal sempre foi muito íntegro, em todas as eleições. E poderia fazer alguma safadeza, se quisesse, porque até os dados do SERPRO, os oficiais, sairam baeados nos seus, que era o que todo o Pará conhecia, com antecedência, pela força da imprensa".
Nova eleição - Jáder Barbalho candidato ao Governo do Estado.
Na época, Jáder era considerado inimigo número um do Grupo Liberal.
Alamar foi passado para trás.
Houve uma nova eleição e a TV Liberal não convidou Alamar para processar os dados. Aquele cidadão, da empresa de informática, que ele havia convidado para ser seu parceiro na cessão de equipamentos na eleição anterior, foi o premiado para ser o responsável por tudo. Inverteram-se as coisas.
Aí, dessa vez, foi ele quem
convidou Alamar para tratar da parte do software, o sistema para o processamento.
Juntamente com o Douglas José de Pinho, o "Miserável",
Alamar fez o sistema. Desta vez, não foi na conversa que somente os outros
poderiam desenvolver o software, ele mesmo fez, e com muita qualidade. Nunca foi
tão bom.
A sua autenticidade sempre incomodou muita gente, ele não sabe porque. Mas ele percebia que não dispunha mais de tanto prestígio com a TV Liberal. Somente o outro cidadão era convidado a reunir-se na sala da direção geral. Ele era um mero operador, desenvolvedor dos programas, subordinado, portanto, ao novo comandante das eleições naquela emissora de televisão. Foi fazer o seu trabalho tranquilamente.
Pensou consigo mesmo: "Vou dar um show nisso aqui para esse pessoal ver o que é competência. Eu estava muito chateado com aquele processo até certo ponto humilhante".
Criou programas para fazer relatórios que ele nunca teve notícias que existisse em eleições em lugar nenhum do Brasil. Passou a informar a votação de cada candidato a deputado, tanto federal como estadual, em cada município e em cada bairro de Belém, com percentuais, e mostrou onde cada um era mais e menos votado. Foi um espetáculo!!! Até a Globo mandou uma carta com elogios.
O jornalista Nélio Palheta, então diretor de Jornalismo da emissora, um dos mais competentes profissionais do jornalismo deste país, vibrou com o seu trabalho. Foi um sucesso nas inserções dos seus telejornais.
Mas houve um tópico que se caracterizou como bastante cruel para com o Alamar e para com o Miserável, que trabalharam juntos. O cidadão chefe do processo, havia colocado um outro cara, também da área de informática, para patrulhar os dois, visando não permitir que tirassem qualquer relatório demonstrativo dos dados das eleições, muito menos que saíssem da TV, ele e o Miserável, portando qualquer folha de papel nas mãos ou nos bolsos. Chegaram a ser revistados, por incrível que pareça. É um absurdo, mas foi a verdade!
Souberam, mais tarde, as razões disso. Foram informados de que só ele, o cidadão responsável pelo trabalho, poderia levar esses relatórios para entregar à equipe do Jáder Barbalho, inimiga declarada da empresa para a qual estavam a fazer o serviço. Mas a empresa não sabia disso. Tratava o cidadão com toda fidalguia e aos outros dois com toda indiferença.
Terminaram por fazer um grande trabalho, foram um dos primeiros no Brasil a concluir o trabalho, receberam elogios por escrito da Globo e o Alamar estava de peito lavado.
Detalhe: quem foi reconhecido pela Globo foi o seu trabalho, juntamente com o Miserável, que desenvolveram o software, e não o hardware desse companheiro que fora tão esperto.
Ao final, a TV Liberal não lhes devia nada, porque não foi ela quem lhes contratou, dessa vez.. Quem teria que lhes pagar seria esse cidadão contratante. Vejam só o que aconteceu, no relato do Alamar:
"Ao ir à empresa dele, próxima à
minha, logo após a eleição, ele havia proposto um valor vergonhoso para me pagar e eu achei que não deveria receber. Ele me disse: "ou isso ou nada. Pense bem e depois volte aqui".
Eu nunca mais voltei a ele para cobrar nada e até hoje não recebi por um trabalho tão digno e tão decente, pelo menos de nossa parte. Tive inúmeros contatos com ele, no decorrer de todos estes anos e ele nunca lembrou de que nos devia aquele valor."
Final da história. O cidadão foi convidado pelo Jader Barbalho, que havia sido eleito Governador do Estado, para ser o Presidente do PRODEPA, Centro de Processamento de Dados do Pará. (Alamar já teve dois convites para ser presidente deste órgão, e nunca aceitou).
O Grupo Liberal soube de tudo, mais tarde, e ficou muito indignado pela traição, mas não tomou qualquer iniciativa em se dirigir a Alamar no sentido de pedir desculpas.
Outra Eleição - Convidaram outro grupo.
Nessa outra eleição, talvez ainda não querendo dar o braço a torcer a Alamar, a TV Liberal convidou um outro grupo que também trabalhava com informática em Belém. Consta que esse grupo falou tão mal do Alamar, mesmo sem lhe conhecer, prometendo coisas maravilhosas e sistemas altamente eficientes para a televisão..
Ofereceram tudo: Computadores e programas, com total arrogância.
Conclusão: Já no primeiro dia o sistema não funcionou e terminou não tendo jeito de arrumar. Segundo o engenheiro Dênis Brandão, seu diretor técnico, foi a maior frustração para a TV que não teve informação nenhuma da eleição. Foi uma vergonha para ela que, nas eleições anteriores, dera verdadeiro show, recebendo até cartas elogiosas da Globo. Alamar soube que, desta vez, a TV recebeu até uma carta muito indignada por parte do Jornalismo da Globo.
Nova proposta do Alamar: INFORMATIZAR A TV LIBERAL
Alamar andava tão triste com a TV Liberal que, levado pela postura que o Espiritismo lhe ensina, resolveu pagar tudo aquilo com uma boa ação. Propoz para ela iniciar um processo de informatização das suas atividades, em total permuta, tanto de equipamentos quanto de software. Ou seja, ela não lhe pagava um centavo sequer em dinheiro e sim veicularia comerciais da sua escola de informática, a sua empresa, na sua programação.
O Fernando Nascimento, diretor geral da TV, aceitou. Alamar diz ter percebido que ele havia se tocado intimamente, em relação a tudo o que acontecera antes (trata-se de um homem digno). Deu-lhe total apoio ao novo projeto. Aí, o Alamar começou, com muita alegria e garra, a fazer os programas para informatizar, primeiro o CEDOC, Centro de Documentação de Imagens, do jornalismo da TV. Funciona até hoje, com eficiência, graças à Deus.
A partir desse momento, o Alamar ficou amigo de todos e o seu relacionamento com a Televisão ficou o melhor possível.
1989 - Eleição para Presidente. Lá vem o Collor.
Mais uma vez a TV Liberal lhe convidou para realizar todo o trabalho.
Deram um verdadeiro show. Ele e o Miserável, novamente, no primeiro e no segundo turno. Os níveis de relatórios, com dados percentuais de tudo quanto era jeito, que ele criou, mexeu com o pessoal da Globo.
Mais tarde, o Alamar fez uma visita à Central Globo de Informática e chegou até a receber proposta dela para ir para o Rio. O seu presidente é um cidadão de uma simplicidade sem tamanho, como todo homem verdadeiramente competente.
Enfim. Alamar foi o responsável pelo início do processo de informatização da TV Liberal, a quem deve muito pelo apoio que recebeu, sobretudo do seu diretor geral Fernando Nascimento e do Dênis Brandão.
Houve um outro safado nessa
história, chamado Vasconcelos, poderozíssimo diretor financeiro de todo o
Sistema Rômulo Maiorana, que fez de tudo para prejudicar o Alamar dentro do grupo. Vivia mais próximo aos donos da empresa e, para eles, infernizava a
vida dele de tudo quanto era maneira.
Mas o Alamar, naquele seu estilo de não levar desaforo,
mandou uma carta daquelas bem quentes para o cara, já que ele não tenho medo de cara feia de ninguém e
o indivíduo ficou mais aborrecido ainda.
Depois que Alamar saiu de Belém, quando voltou àquela
cidade, soube que o elemento dera um grande golpe no grupo, sendo posto para fora. É sempre assim: todo aquele que se posta na arrogância, na agressão gratuita e na desconfiança em cima dos ideais dos outros, sempre é o mais carregado de princípios desonestos.
A TV Liberal hoje
Alamar fala com a
bagagem de quem viaja, constantemente, o Brasil inteiro e, por força de ser um
homem de televisão, costuma arrumar motivos para visitar as emissoras de
televisão de cada localidade, principalmente as afiliadas Globo.
A TV Liberal é, sem qualquer exagero, uma das mais
qualificadas tecnologicamente, estruturalmente e organizacionalmente do país.
É coisa de primeiro mundo.
Além da eficiência do dinâmico Diretor Geral, Fernando
Nascimento, juntamente com o diretor técnico, Dênis Brandão, vieram somar
hoje dois extraordinários profissionais no Pará, que trabalharam na empresa do
Alamar, em Belém, que deram um avanço extraordinário no processo de
informatização de todo o sistema Rômulo Maiorana, inclusive a área de
internet, que é o Luiz Marques Folha e Evandro Stein, exemplos de competência,
honestidade, humildade e alta capacidade profissional. A sua informática tem
também o amigo Claudinelson e o Marcelo, que foi aluno da escola do Alamar.
A informática da TV Liberal é um show e o Alamar sente-se
feliz por isso, porque foi ele quem começou tudo.
Sua gratidão à TV Liberal
"Eu sempre
realizei eventos em Belém, ligados ao Espiritismo e sempre tive o apoio da TV Liberal. O Fernando Nascimento, assim como sua equipe de jornalismo, sempre deram cobertura para os eventos, com total apoio e incentivo ao trabalho, principalmente na área da Caridade, onde eu sempre atuei na capital paraense. A minha gratidão a essa emissora é muito grande. Jamais os dissabores que tive, relatados aqui, superarão a tanta coisa boa que ela me proporcionou.
Quando vejo as imagens da TV Liberal, morando aqui em
Salvador, tanto pela internet quanto pelas matérias inseridas no jornalismo da
Rede Globo, sinto uma alegria enorme. Torço pela sua equipe de jornalismo,
competentíssima, e por todos os que trabalham nela."
