REALIZAÇÕES, ALGUMAS AUDACIOSAS
Alamar Régis Carvalho, conforme
demonstra a sua própria biografia, desde garoto tem uma tendência de não
querer ser necessariamente como são as pessoas comuns. Ele recusa-se,
veementemente, a ter que fazer as coisas exatamente como todo mundo faz, diz
não admitir ser fantoche, marionete, macaco de imitação, repetidor do mesmismo e do comum.
Se você é amigo ou amiga do Alamar,
e algum dia participar de alguma homenagem que alguém o queira fazer no dia do
seu aniversário, por exemplo, não queira tomar iniciativa de cantar o
tradicional "parabéns a você", com aquele bolo em cima da mesa, com
velas acesas, mandando apagar a luz da sala, pessoas em volta de uma mesa,
batendo uma mão contra a outra, que ele é capaz de sair da sala.
Diz ele que não consegue entender
como é que podem ser as pessoas tão carentes de imaginação e criatividade: "Em
vez de cantarem, somente essa música, nada mais diferente que essa música, por
que não ensaiam rapidamente, nem que seja no banheiro da casa, uma música
entre as inúmeras que o aniversariante gosta? Não seria muito mais emocionante
e menos formal?" é o que questiona Alamar.
Existem muitos exemplos do mesmismo
que o Alamar não admite de forma alguma. Mas aqui vamos falar um pouco sobre as
suas realizações, tanto na área profissional quanto na área Espírita, que
é onde vem atuando há muito tempo e onde possui realizações de repercussão
em nível internacional.
Primeiro vamos falar sobre as
realizações profissionais.
COMO PROFESSOR DE MATEMÁTICA E FÍSICA
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Conforme
você pode ler na sua biografia, observe que como professor, no tempo em que
mantinha a empolgação pela Aeronáutica, montou, em Belém do Pará, aos 20
anos de idade, um curso preparatório para a Escola de Especialistas de
Aeronáutica, onde se formou. |
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A partir daí, enquanto ele
militou com essa atividade, por muitos anos, a média de aprovados passou a ser
essa.
Mas não se conformou com isto.
Cismou e colocou na cabeça, que teria que aprovar um aluno seu como primeiro
colocado em todo o Brasil. Todos os que conviviam com ele achava tarefa
impossível.
Em 1976, conseguiu fazer do seu
aluno, Juarez Mathias de Castro, o primeiro colocado em todo o Brasil, inédito
no Norte do País.
Mesmo assim, ainda não estava
conformado e criou um novo desafio. Nessas alturas, o seu curso não preparava
somente para as escolas da Aeronáutica, e sim, também, para a Marinha e o
Exército. O novo desafio era aprovar uma turma inteira, ou seja, cem por cento
dos alunos preparados por ele.
Conseguiu. Foi um professor de
Matemática e Física que conseguia fazer com que alunos, considerados até como
burros pelos seus próprios pais, aprendessem as matérias, utilizando exatamente
o mesmo método que o seu grande ídolo Sub Oficial Célio Cruz, de Guaratinguetá,
havia ensinado.
COMO PROFISSIONAL DE TELEVISÃO
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Tendo sido, surpreendentemente, admitido numa emissora de televisão na
condição de Diretor de Programação, sem experiência nenhuma em TV, no
momento, apenas com base numa "confio na sua criatividade e no seu talento" afirmado pela
dona da emissora, Sra. Conceição Lobato de Castro, aos 23 anos de idade,
Alamar pegou a TV Guajará, canal 4 de Belém, perdendo o IBOPE para a TV
Marajoara, Rede Tupy, já há 6 meses. |
NA ÁREA DA INFORMÁTICA
Fundou,
em Belém do Pará, o Centro Educacional de Processamento de Dados, uma escola
que se propunha a formar programadores de computadores e depois também
digitadores e operadores de computador. Era coisa nova no Brasil, hoje existem
inúmeras escolas se propondo a isto.
Em 1984, a sua escola foi considerada
pela SUCESU Nacional e por vários técnicos especializados, como a maior
escola de informática do Brasil, em número de alunos estudando
programação de computadores: 2.486 alunos. Nem em São Paulo havia um curso com tantos alunos.
Nessa época ele ainda não
programava computadores. Apenas dirigia a escola, e confiava a tarefa de ensinar
a amigos, como o seu mestre Reginaldo Dias de Lima, Jerônimo Santana, Edilson
Carvalho e outros.
Quando a sua escola de informática
ainda estava em atividade, em Belém, chegou a ser responsável pela formação
de pelo menos 85% (oitenta e cinco por cento) dos profissional de informática
da região. Até hoje, inúmeros são os profissionais desta área, em destaque
no Pará, que foram alunos do CEPD.
Depois que entrou, também, na área
de programação de computadores, já como Analista de Sistemas, entregou-se a
outros desafios. Inventou informatizar algum órgãos públicos, que necessitava
demais do computador, mas não era atendido bem em lugar nenhum do Brasil.
Pensou na área da educação, da saúde e da agricultura, entre outras, e optou
por informatizar a área da Segurança Pública, haja vista que a polícia era a
instituição mais desprezada pelos governantes e os políticos de um modo
geral.
INFORMATIZAÇÃO POLICIAL
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Convidou o seu amigo
"Miserável", Douglas José de Pinho, excelente Analista de Sistemas,
que fora seu aluno, para participar com ele no desenvolvimento de sistemas
que atendesse a essa área e criou sistemas impressionantes, na época. |
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SISTEMA TELECONOMIA
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Mais uma
vez, o nome do Alamar é notícia em nível nacional. |
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NAMORO POR COMPUTADOR
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Pela terceira
vez, Alamar foi notícia nacional, como profissional de informática, com um sistema que fazia um cruzamento de
informações, por computador, fazendo as pessoas afins se conhecerem. O
Namoro por Computador. |
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NA ATIVIDADE ESPÍRITA
Alamar, depois que passou a entender
bem o que era o Espiritismo, depois de compreender bem a essência e a
profundidade desta fantástica doutrina, começou a entrar num processo de
revolta contra a omissão dos espíritas em divulgá-la, o que ele passou a
considerar como um verdadeiro crime, um tremendo egoísmo e insensibilidade com
respeito ao sofrimento da sociedade.
Comprometeu-se consigo mesmo a
iniciar uma tarefa permanente e definitiva de divulgar a Doutrina mesmo que,
para isto, tivesse que sacrificar a sua atividade profissional.
E entrou para valer nesta área.
REVISTA AÇÃO ESPÍRITA
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Em julho de 1983, lançou a revista
"Ação Espírita", em Belém, que foi revolucionária, na época, por
apresentar uma capa em policromia, considerada por alguns espíritas como
"agressão à humildade" (só por causa das cores da capa). |
GRANDES EVENTOS ESPÍRITAS
Estudando, com muita "fome e
sede" a Doutrina Espírita, partiu para a realização de eventos
espíritas em Belém, levando àquela cidade, os mais expressivos expositores
espíritas de outros Estados, pagando passagens aéreas (caríssimas as passagens
para Belém, devido a distância dos grandes centros) e estadias com dinheiro do seu
bolso, promovendo divulgação em toda a imprensa local, lotando sempre os
espaços onde os eventos eram realizados.
Alamar levou ao Pará os seguintes
expositores:
José Medrado, Djalma Motta Argollo,
Ariston Santana Telles, Eduardo Guimarães, Jorge Andréa, o Padre François
Brune, Clóvis Nunes, Estêvão Camolesi e muitos outros.
"OS MORTOS NOS FALAM", LANÇADO PARA O BRASIL, EM BELÉM
Foi pela audácia do Alamar que o livro histórico, "Os mortos nos falam", de autoria do padre francês François Brune, teve o seu lançamento no Brasil ocorrido em Belém do Pará, em evento realizado no Centro de Convenções, daquela cidade, com a presença do autor, juntamente com o expositor Clóvis Nunes, da Bahia, que foi quem o trouxera ao Brasil.
O FILME GHOST
Quando a Rede Globo lançou o filme "Ghost, o outro lado da vida", pela televisão, em 27 de dezembro de 1993, sabendo que o filme iria passar, Alamar recorreu à produtora de televisão 3D, a maior do Pará, e juntamente com José Paulo, bolou 4 comerciais diferentes, divulgando os livros espíritas da codificação, falando sobre cada "break" do filme e veiculou pela TV Liberal, emissora afiliada da Globo em Belém, para todo o Pará. Detalhe: Pagou a veiculação desses comerciais com dinheiro do seu próprio bolso. Foi um sucesso. Nunca tanta gente correu para as livrarias espíritas a fim de adquirir as obras básicas do Espiritismo.
PROPAGANDAS DE EVENTOS ESPÍRITAS NA TELEVISÃO
Devido ao grande carinho que os amigos da televisão, do
rádio e da imprensa local tinham por ele, talvez por ter sido também um
diretor de televisão na região, Alamar sempre conseguia produzir bons
comerciais, de alta qualidade, e veicular na TV, fazendo propaganda das Feiras
do Livro Espírita que eram realizadas pela União Espírita Paraense (casa
federativa do Pará), e dos eventos realizados tanto por ele quanto pela União
Espírita.
Chegou a superlotar o Ginásio de Esportes Jarbas Passarinho,
diversas vezes, em palestras do Divaldo Franco e do Estêvão Camolesi. Conseguiu,
com a ampla divulgação que promoveu nos veículos de comunicação de massa,
colocar mais de 5 mil pessoas em cada palestra, no Ginásio Jarbas Passarinho, do
SESC, em Belém.
O PROGRAMA ESPIRITISMO VIA SATÉLITE
Foi lançado por ele, em Belém do Pará, no dia 16 de dezembro de 1990, quando o primeiro programa "piloto" foi ao ar, via satélite para todo o Brasil.
A PRIMEIRA TELECONFERÊNCIA ESPÍRITA VIA SATÉLITE DO MUNDO
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Você sabe o que é isto? Um serviço de moderníssima tecnologia que a EMBRATEL disponibiliza, era lançado no Brasil. Em junho de 1996, Alamar reúne no auditório da EMBRATEL, em Belém, representantes da União Espírita Paraense, além do escritor Hélio Rocha da Silveira Pinto e pessoas da ADE-PA, para uma reunião ao vivo, via satélite, com outros companheiros espíritas, de outras cidades, onde todos poderiam se ver e falarem uns com os outros, em tempo real. |
Além de Belém, onde estava sendo comandado o evento, participaram desta reunião, espíritas nos auditórios da EMBRATEL das cidades Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, com participação ativa da ABRADE.
PROJETO DE TRANSMISSÃO DE TODO O CONGRESSO ESPÍRITA MUNDIAL, 1995, VIA SATÉLITE PARA TODO O BRASIL.
Alamar havia sugerido a Nestor Masotti,
então Vice-Presidente da FEB e Secretário Geral do Conselho Espírita Internacional que o 1º Congresso
Espírita Mundial, realizado em Brasília, em 1995, fosse transmitido via
Satélite, para todo o Brasil, relatando a ele as necessidades técnicas e os
custos. Chegou a reservar todos os horários da EMBRATEL, para transmissão de
todas as principais palestras e conferências.
Entusiasmado com a idéia, Nestor e a FEB designaram uma
equipe, considerada com especializada no assunto, para tratar dessa
transmissão.
Essa equipe achou que Alamar estava sonhando
alto, estava com projeto mirabolante e que aquela transmissão não seria
possível, em razões de "altíssimos custos", que poderia advir em
função dela. Sem consultarem o idealizador do projeto, simplesmente cancelaram
os horários que haviam sido reservados por ele junto a EMBRATEL, achando
que seria caro demais e que os preços não seriam tão baixos, conforme
Alamar havia informado à FEB.
Felizmente houve tempo do Alamar tomar conhecimento do que
estava acontecendo em Brasília, quando resolveu tomar um avião, imeditamente
para lá, 5 dias antes do Congresso, conseguindo mostrar ao Nestor Masotti que
ele estava com a razão, tendo a sorte de, ainda, conseguir a disponibilidade de
horário para transmitir o primeiro dia do evento, a abertura, haja vista que os
demais horários de satélite foram ocupados todos, depois que,
precipitadamente, cancelaram.
A abertura do 1º Congresso Espírita Mundial foi, de fato,
transmitida via satélite para o Brasil.
Infelizmente o achismo irresponsável de muitos espíritas
prejudicaram uma grande idéia.
A CARAVANA DA CARIDADE EM BELÉM
A partir do ano de 1987, inspirado na
idéia que vira ser praticada em São Paulo pelo pessoal da LBV, resolveu investir
parte do dinheiro da sua empresa em Belém, e criou um trabalho que seria
realizado pela sua família: Atendimento aos mendigos e meninos da ruas, nas
noites de Belém. Seria um trabalho semanal ou apenas na época de Natal? Não,
seria um trabalho realizado todas as noites.
Desta forma o Alamar passou a alimentar uma média de
cem pessoas, todos os dias, entre mendigos, meninos de rua e prostitutas
abandonadas, nas noites de Belém, levando em seu carro sanduiches, sucos e
variedade de alimentos. Este trabalho se desenrolou até o ano de 1995, sem que
quase ninguém soubesse, por que era feito depois das 22 horas, a não ser aquelas
pessoas que os encontrava casualmente nas ruas escuras do centro de Belém. Até
que, certo dia, uma equipe de reportagem da TV Liberal, passando por um dos
locais atendidos, viu a obra e resolveu filmar para colocar no noticiário. A
partir daí, o projeto passou a receber propostas de ajudas voluntárias.
Essas ajudas foram do movimento espírita?
Não. Quando o Alamar, logo no início, levou a idéia ao
chamado movimento espírita organizado, foi repudiado, veementemente, e
aconselhado a conversar com assistentes sociais teóricos, de um grupo que fazia
propaganda partidária dentro de centros espíritas, o que recusou.
Reprovaram e negaram total apoio ao Alamar, muito pelo contrário, o criticaram
por mais isto.
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Entre os espíritas, teve apoio, sim,
de algumas pessoas, apenas, muito poucas, que entraram de corpo e alma no
projeto: Guilherme Tadeu, Tânia, Sofia, e mais umas três outras pessoas. Mas
o grande colaborador foi o companheiro José Iranides Gouveia, (foto ao lado)
que não apenas participava do processo de alimentação diária, como criou,
também, a tarefa de banhos e cortes de cabelos aos mendigos, aos domingos,
pela manhã, com ajuda do corpo de bombeiros, depois que o "maluco" do Alamar
resolveu comprar uma Kombi zero quilômetro para ser usada, exclusivamente,
na caravana da Caridade. |
Abaixo algumas fotografias da Caravana da Caridade em ação, nas manhãs de domingos de Belém do Pará, fazendo barba e curativos nos mendigos, além de dar banho, com ajuda do Corpo de Bombeiros.
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A PRIMEIRA SEMANA ESPÍRITA DE NEW YORK, NOS ESTADOS UNIDOS
Alamar é responsável, também, pela idéia da
realização da Primeira Semana Espírita de New York, nos Estados Unidos,
idéia essa que foi lançada em novembro de 1995, quando ele esteve lá e o evento,
realizado de 12 a 19 de maio de 1996, no Community Church, no centro de
Manhattan, coração de New York, sob a coordenação do Allan Kardec Spiritist
Center, dirigido por Norma Guimarães, que o convidou para ser o apresentador.
A partir desse evento, surgiu a idéia de criação do United
States Spiritist Council (Conselho Espírita dos Estados Unidos), com sede em
Washington, que em outubro de 2000 veio realizar o Primeiro Congresso Espírita
dos Estados Unidos, no qual Alamar foi um dos expositores.
REVISTA VISÃO ESPÍRITA
Audaciosamente também lançada por Alamar, em tiragem gigantesca, começando com 50.000 exemplares na primeira edição e chegando, já no seu nono número, aos 100.000 exemplares, circulando mensalmente em todas as bancas de revistas do Brasil, no mesmo padrão de qualidade das melhores revistas espíritas do mundo.
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Esta revista representou uma verdadeira
revolução na imprensa espírita do Brasil, porque, somente a partir
dela, quase todos os periódicos espíritas melhoraram as suas qualidades
gráficas, aparecendo, conseqüentemente, mais policromia, mais cores, nos
impressos espíritas. |
A revista Visão Espírita, que sempre falou para o público em
geral, disposta para levar o que verdadeiramente é o Espiritismo para o
público não espírita, conseguiu um feito marcante: entre os seus assinantes,
constam 56 padres, 8 bispos católicos, 84 pastores evangélicos e mais de 200
freiras.
Vários médicos que mantinham conceitos absolutamente
equivocados acerca do que seria o Espiritismo, passaram a despertar interesse pela
Doutrina, graças a matérias lidas na Visão Espírita, escritas por Hernane
Guimarães Andrade, Jorge Andréa, Vitor Ronaldo Costa etc.
Hoje vemos aí, várias revistas espíritas, coloridas,
dispostas nas bancas de revistas do Brasil. Ninguém teve coragem de fazer isto,
antes da audácia do Alamar, esta é que é a verdade.
COLUNA ESPÍRITA EM GRANDES JORNAIS
Pelo que tem observado, quando os espíritas conseguem
algum espaçozinho (espaçozinho mesmo, sem exagero) em jornal, para
publicar alguma coluna semanal, geralmente acontece nos jornais menos
expressivos, aqueles de menores circulações nas cidades. É válido, sim, não
resta a menor dúvida. Por menor que seja a circulação de um jornal, é
reconhecível a atitude de um espírita que se dispõe a escrever nele, a manter
alguma coluna nele, porque não estará inserido no universo dos espíritas
omissos em relação a divulgação da Doutrina.
Mas o Alamar tem conseguido resultados altamente
significativos, nesta área:
Em Belém do Pará, conseguiu por muito tempo manter uma coluna
diária, no moderníssimo jornal Folha do Norte, do maior sistema de
comunicação do Norte do País (Sistema Rômulo Maiorana) que tinha a frente os
jornalistas Walmir Botelho e Carlos Mendes. Escrevia, todos os dias, sobre
Espiritismo, numa coluna criada pelo Carlos Mendes.
Em seguida, conseguiu realizar o sonho de muitos espíritas
do Pará, em ter uma coluna no gigantesco O LIBERAL, (100.000 exemplares
diariamente), todas as segundas-feiras, de onde surgiu o seu livro "Sob
a ótica Espírita", que é uma coletânea de matérias escritas ali.
Incomodados com a audácia do Alamar, em nome de uma grande instituição espírita
local, uma comissão de três elementos foi ao jornal, O LIBERAL, pedir para
acabarem com a coluna do Alamar, sob a alegação de que estava prestando um
desserviço à causa espírita. Era inveja, mesmo. O Jornal, diante do sucesso da
coluna, recusou-se a entrar na onda de sabotagem ao Alamar, manteve a coluna, e
fotografou os elementos, em visita "cordial" e "fraterna" à redação, e ainda deu
as fotos ao Alamar.
Ao chegar à Bahia, em 1996, sem praticamente conhecer
ninguém no Estado, principalmente pessoas da imprensa, conseguiu escrever
semanalmente no também gigantesco jornal A TARDE, (o maior do Norte e Nordeste
do País) todas as quartas-feiras, durante dois anos, de abril de 1999 a abril do ano 2001.
Hoje esta coluna é escrita, magistralmente, pelo médium José Medrado, que
continua sendo sucesso, como sucesso é tudo o que Medrado faz em Salvador.
O grande detalhe a considerar é que os seus amigos, mais
ligados a divulgação do Espiritismo, em Salvador, sempre lhe diziam que ninguém
do movimento espírita baiano havia conseguido, antes, um espaço para escrever sobre a
Doutrina, no referido jornal, apesar de inúmeras tentativas.
ENCOESP, em SÃO PAULO
Em junho de 2000, ainda morando em
Salvador, numa das visitas que fez à São Paulo, sugeriu à sua amiga Dra. Júlia Nezu, então diretora da USE, a possibilidade de ter uma conversa com a Diretoria
da USE, a fim de apresentar-lhes algumas idéias. Prontamente foi atendido, Júlia
convidou toda a diretoria e a reunião foi feita, numa grande instituição
espírita do Itaim Bibi, parceira da USE.
O Alamar sugeriu que a USE, casa federativa do maior
movimento espírita do País, com sede situada na maior cidade do País, realizasse
eventos espíritas de grandes proporções, voltados ao grande público, de
preferência no Anhembi, com a presença, inclusive, de artistas famosos, citando
como exemplo os congressos espíritas da Bahia e o ENCONLUZ, do Medrado, que
coloca mais de 2000 pessoas no Centro de Convenções de Salvador, o FORESPE do
Recife, que também coloca este número de pessoas, o Congresso Espírita de Natal,
que também lota o Centro de Convenções de Natal, o FOREAL de Maceió, o FORECE do
Ceará...
Isto gerou uma certa empolgação e em agosto do mesmo ano, a
Júlia telefona para o Alamar, em Salvador, informando que a USE iria realizar,
em janeiro de 2001, o ENCOESP, 1º Encontro Espírita de São Paulo, no Anhembi,
conforme ele havia sugerido, e o convidava para ser um dos seus palestrantes.
O Alamar sugeriu que fossem convidados, especialmente, também
para palestrantes, o Bispo Católico Dom Aldo Pagotto, da CNBB do Ceará, o padre
José Linhares Pontes, que é também deputado federal pelo Ceará, e o pastor
protestante Nehemias Marien. Só Dom Aldo Pagotto não pode ir, por razões que faz
parte de uma história que o Alamar conta em palestras mas que não vale a pena
ser escrita aqui.
O ENCOESP foi um sucesso estrondoso, levou gente do Brasil
inteiro a São Paulo, mas, como sempre, foi também criticado por espíritas de São
Paulo, que não realizam nada e que sempre se incomodam com quem realiza.
O PROGRAMA DA TV GAZETA DE SÃO PAULO
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Já morando em São Paulo, foi
sugerido por Maurício Barbosa, que na época trabalhava com ele e ainda não havia
sido contaminado pela ambição de querer ser dono do seu projeto e a fazer do
Alamar empregadinho seu, a realizar um programa na TV Gazeta, canal 11 de São
Paulo, em televisão aberta. Na época o Maurício o respeitava e lhe dedicava uma
certa consideração.
Em 1 de setembro de 2002, iniciamos um programa, todos
os domingos, das 20:00 às 21:00 horas, (veja bem, amigos, quanta audácia, um
programa em TV aberta, exatamente aos domingos, em cima do poderoso Fantástico
da Globo), com absoluto sucesso e até ponto no IBOPE. Vale lembrar que, apenas
na cidade de São Paulo, cada ponto no IBOPE significa aproximadamente 150.000
pessoas assistindo.
Segundo informa a TV Gazeta, nunca nenhum outro
programa, em toda a sua história, teve tamanha repercussão em nivel nacional,
como teve o Ampla Visão, apresentado pelo Alamar. Já houve, sim, outros
programas na Gazeta, de grande repercussão, mas em nível de São Paulo, não em
nível nacional.
Neste programa, foram mostrados ao Brasil, o
Pastor Nehemias Marien, o Bispo Médium Católico Dom Ismael Nunes, o José
Medrado, a jovem médium de pintura mediúnica Diane Cris, o médium dos
compositores musicais Irineu Gasparetto, o Carlos Bacelli, a Terapia das
Vivências Passadas e tivemos também a participação da contora Vanuza.
CONCLUSÃO
O Alamar é bom demais? é melhor do que os outros? é super
qualificado? é gênio?
Nada disto! O Alamar apenas procura ser audacioso, não tem nenhum
espaço para a covardia, o medo, o comodismo, o egoísmo em relação ao
conhecimento espírita e sobretudo o tal "medo de se queimar".
Apenas gosta de viver a sua vida sem se envolver com a
ninguém, realizando o seu trabalho sem se incomodar com o trabalho de ninguém,
recusando-se a fazer parte do Espiritismo de apologia ao sofrimento, ou seja o
"espiritismo" de masoquistas, não admite o espiritismo de inquisição, de
boicotes e sabotagens, de invejas, de ciúmes, de incompetência e de agressão aos
seus próprios confrades.
Uma coisa que também não quer, de forma alguma, é chegar ao mundo espiritual e ser taxado de omisso, em relação a divulgação da doutrina.
















